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  • Sanny Fabbris

Socialização do risco médico: uma necessidade contemporânea

A socialização do risco médico como forma de garantir o avanço da medicina

Antes da medicina ser tratada como ciência, com a utilização de equipamentos de última geração e tratamentos avançados contra doenças, ela era ligada a preceitos religiosos, sendo tratada com ervas medicinais, não havendo alto grau de risco no tratamento, isto porque não havia a realização de um procedimento invasivo.


Com o avanço da medicina as técnicas melhoraram, os procedimentos estão mais tecnológicos e precisos, contudo, mais abrangentes e invasivos, e, consequentemente, o grau de risco destas intervenções médicas também aumentaram. Devido a isso, o estudioso Genival Veloso de França concluiu que a noção de responsabilidade civil do médico está sendo substituída pela noção de risco.


A possibilidade de falha da medicina é inquestionável, inclusive por não haver verdades absolutas na busca pela cura de determinada doença, ainda que o profissional médico tenha agido da melhor forma para alcançá-la.


Por isso, a socialização do risco se faz necessária, de forma que haja aceitação pela sociedade dos resultados inesperados e imprevisíveis, na busca pelo melhor tratamento ao paciente e, inclusive, ao avanço tecnológico, pois quem se beneficia deste resultado é a própria sociedade.


Caso Pelé: um exemplo recente


Um exemplo é a cirurgia reparadora que o ex-jogador Pelé fez no começo de 2016, uma vez que a cirurgia anterior, realizada em 2012 para a colocação de uma prótese em seu quadril, não teve sucesso, pois o osso não calcificou com a prótese.


O caso foi tratado pelo ex-jogador como erro médico, porém, após apuração da conduta médica, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo concluiu que não houve erro praticado pelo renomado profissional.


Pode-se concluir, portanto, que fatores externos interferiram no sucesso da cirurgia, cujo resultado foi analisado e, sem dúvidas, a técnica foi aprimorada.


Importância da socialização do risco


Assegurar a socialização do risco de ocorrências imprevisíveis, ou seja, conscientizar a população sobre a possibilidade de eventual prejuízo e que este advém, em sua grande maioria, de fatores que não dizem respeito ao ato médico, é uma forma de garantir o melhor desempenho no atuar médico e a liberdade para que a medicina não pare de avançar tecnologicamente e encontre possíveis curas para doenças, que até o momento são desconhecidas.


A busca por esta socialização também é feita através de seguros médicos, amparados por advogados que auxiliam em sua elaboração e possibilitam o melhor exercício da prática médica.



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